MEMÓRIA PRIMEIRA – poema de Paulo Gabriel

Há um quintal em minha infância

e desde ali eu via o horizonte,

no curral, galinhas ciscavam excrementos,

e uma estepe enorme

abria sulcos no desejo ainda reprimido.

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Aprendi a rezar olhando a noite e seu mistério,

na retina dos meus olhos,

uma saudade povoada a alma,

e eu crescia por dentro

como amadurecia o mel nos figos que já

saboreava.

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Tinha um pai que me abraçava com seus olhos

e uma mãe que lavrava com seu canto meu

destino.

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Era feliz e não tinha riqueza,

tinha sonhos.

Paulo Gabriel

Sobre joaoantonio60

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