No compasso do tempo – por Mimila K Rocha

Naquele dia Marinalva estava sorridente.

Logo cedo, no compasso dos passos, ela caminhava pela estrada deserta rodeada de verdes.

A ausência de nuvens facilitava uma ampla visão do horizonte,

E os pássaros, celebrando uma nova aurora, em algazarras, cantaloravam em diferentes tons,

Naquele espaço livre, sem regras pré-estabelecidas, a consonância e a dissonância harmonizavam o ambiente deixando-o naturalmente sereno…

Sinal de que os diferentes, aos ouvidos dos que trabalham uma composição, se completam.

Não estava preocupada com o tempo.

Para ela, tempo e contratempo, são demarcações humanas para atender circunstâncias…

A vida se torna menos complexa quando se consegue administrar o compasso do tempo…

Pois, a pressa é um desejo incontido de humanos afoitos, um querer  domesticar o tempo – sujeitá-lo.

Marinalva estava deveras satisfeita.

Definitivamente, entendeu perfeitamente o papel do equilíbrio entre emoção e razão…

Agora seu viver estaria menos complexo.

Mimila K Rocha

Sobre joaoantonio60

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